Executiva da Microsoft aponta os próximos rumos da segurança digital

26 de outubro de 2020
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Outubro é o mês de conscientização sobre segurança digital, um tema cada vez mais presente no mercado de tecnologia. Não que antes ele fosse deixado de lado, mas com a pandemia do novo coronavírus (SARS-CoV-2) e um aumento nos casos de fraudes, sequestros de dados e phishing, a proteção se tornou mais do que uma necessidade. Tornou-se parte integrante da estrutura de empresas que, quisessem ou não, tiveram que aderir à virtualização.

O home office virou realidade, mas para Vasu Jakkal, vice-presidente de segurança, conformidade e identidade da Microsoft, os desafios do momento atual vão além de, apenas, proteger dispositivos de funcionários que trabalham à distância. Na visão dela, a mudança que todos estamos enfrentando atualmente também passa por uma alteração na postura, levando a um movimento de inclusão e simplificação dos conceitos de proteção digital.

“Todos têm direito à cibersegurança e devem trabalhar juntos com o objetivo de tornar o mundo mais seguro para todos”, afirmou a executiva, em uma apresentação promovida pela Microsoft, justamente, em prol do mês de conscientização sobre proteção digital. Na visão dela, os investimentos devem acontecer não apenas dentro das estruturas das empresas, mas também nos setores de educação e liderança, de forma a gerar mais inclusão e oportunidades em um mercado tão crescente quanto desafiador.

Jakkal fala em um conceito de empatia digital, a ideia que, na medida em que novas plataformas de comunicação e conectividade vão sendo criadas, elas também geram conexões entre as pessoas que as utilizam. “[Isso] vai além, apenas, dos modelos de negócios das empresas para gerar inclusão e novas oportunidades, seguindo no caminho da inovação e pavimentando um caminho que levará a um mundo melhor”, explica.

A executiva fala da aplicação de conceitos de cibersegurança à educação básica, além da disseminação da ideia de que a proteção é necessária para todos, estejam envolvidos ou não em uma estrutura corporativa. No ano em que mais se falou sobre o assunto no noticiário da tecnologia, Jakkal posiciona a Microsoft como uma empresa que está pensando fora da caixa, investindo na simplificação de um universo de ameaças cada vez mais complexo.

Em setembro, a empresa anunciou um conjunto de ferramentas de segurança e conformidade que, espera, deverá ajudar a moldar a próxima década de transformação digital e proteção de dados. A ideia é ajudar as companhias a não apenas se defenderem de hackers e outras ameaças, como também atenderem às diferentes legislações dos países em que atuam, que podem conter diferentes regulações e exigências que precisam ser seguidas à risca.

Novas abordagens de segurança

“Nosso objetivo é dar maior controle e criar uma experiência que permita entender as próprias posturas de conformidade e o que ainda está faltando”, explica Jakkal falando sobre o Compliance Manager. A ferramenta corporativa, lançada há algumas semanas, entrega uma pontuação para os administradores de TI, além de indicar o que ainda precisa ser feito e de que forma podem reduzir os riscos e atenderem melhor aos desafios regulatórios de cada território.

Além disso, a plataforma é capaz de aplicar conceitos de segurança integrada a diferentes dispositivos, aplicativos e nuvens utilizadas no dia a dia de funcionamento de uma companhia. Opções de gerenciamento, tão essenciais para evitar acessos não autorizados, ou sistemas de automação e análises de ameaças também estão nesse barco. Nesse ponto, Jakkal afirma que o aumento na sofisticação dos perigos digitais ajudou, fazendo com que os especialistas se movessem mais rapidamente e aplicassem proteções de forma mais abrangente, com as tecnologias evoluindo de maneira mais ágil que há apenas alguns meses.

O objetivo final, aponta a executiva, é acabar com as longuíssimas listas de atualizações e acomodações que apenas cresce e acabam dificultando o trabalho. Aos parceiros comerciais, a Microsoft também fornece serviços de recomendação técnica e avaliação, tudo para garantir o que Jakkal chama de “jornada da simplificação”. “Sabemos que nossos consumidores estão tendo dificuldades e queremos usar nossa experiência para mudar o cenário”, completa.

Mercado ampliado

A iniciativa deu certo, não apenas em termos do rol de clientes e parceiros da Microsoft, mas também no mercado como um todo. Ao falar sobre o assunto, a vice-presidente de segurança também apresentou os dados de uma pesquisa sobre a resposta das empresas aos novos desafios de cibersegurança, que descobriu que a maior parte das companhias está ciente dos riscos, ampliando investimentos e, acima de tudo, abrindo novas posições de trabalho.

Segundo o estudo, 58% das empresas ampliaram seus orçamentos de segurança digital em resposta ao isolamento social, enquanto 80% delas disseram terem aberto novas vagas focadas nesse segmento. A busca de 40% das companhias entrevistas é por soluções que funcionem no longo prazo, e acabam motivando os investimentos, enquanto 94% aplicaram novas defesas a seus sistemas conectados.

Para Jakkal, esse ambiente cria maiores oportunidades de inclusão e diminui as barreiras de entrada. A executiva, desde antes de começar a trabalhar para a Microsoft, assumindo a vice-presidência de segurança e conformidade em julho, já lutava abertamente pela inclusão de mulheres no mercado de tecnologia e, na gigante, isso não mudou. Agora, a ideia é garantir que essa nova onda de inovação que a companhia está surfando resulte em reflexos reais.

A executiva enxerga, ainda, oportunidades diferentes de acordo com cada países. “Quem estiver mais avançado nesse processo de transformação digital estará na vanguarda da tecnologia para os próximos anos”, afirma, indicando a Índia como um exemplo de país que, devido à extensão territorial e necessidades regionais, vem adotando um ponto de vista digital como prioridade.

Para estes, a conversão para o trabalho remoto foi mais simples, enquanto os investimentos em tecnologia e segurança também rendem mais frutos. Para Vakkal, dá para pensar assim tanto quando o tema são as realidades nacionais quanto às das próprias empresas, com aquelas que já encaravam o ambiente de trabalho híbrido como uma realidade, antes da pandemia, enfrentando desafios menos complicados e saindo na frente no momento atual.

Qual é a prioridade para os próximos meses?

Para o futuro próximo, a executiva aponta a privacidade como grande questão. Segundo ela, na medida em que essa transformação digital acontece juntamente com a segurança, as pessoas começam a ficar mais preocupadas com o sigilo dos próprios dados, enquanto governos levantam questões de soberania nacional atreladas à nova realidade.

Manter todos esses elementos seguros, checados e atendendo às legislações regionais seguirá sendo um desafio cada vez maior. Jakkal indica a transparência como caminho, junto com a fomentação de melhores práticas de segurança e campanhas de informação sobre proteção e, também, cuidado com as próprias informações. Assim, aponta ela, cria-se um ambiente de proteção e confiabilidade que, no fim das contas, é o que realmente importa nesse setor.

 

FONTE:
CANALTECH

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