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10 a 12 Junho 2025 | São Paulo Expo - SP
13h às 20h

Fiera Milano Brasil

Confira o Boletim 3 da Exposec 2023

Secretária de Segurança Urbana de São Paulo fala sobre a relevância da Exposec e ações na sociedade

Primeira mulher a assumir a Secretaria de Segurança Urbana da cidade de São Paulo, Elza Paulina de Souza participou da cerimônia de abertura da Exposec. Em uma entrevista exclusiva, a secretária enumerou a longa série de atividades que estão relacionadas com a segurança pública do município e com o trabalho da GCM (Guarda Civil Municipal). Souza falou também de como a feira é um evento relevante para a sociedade.
“Esta feira é primordial para nós. Porque quando você compartilha informação, quando você troca experiência e faz tudo isso agregando tecnologia, forma-se uma tríade perfeita para o que a gente busca, que é prestar um serviço de excelência à sociedade.”
A secretária revelou que a Guarda Ambiental, que faz parte da GCM, esteve na vanguarda no uso de tecnologia ao ser a primeira no Brasil – e segunda no mundo – a utilizar tecnologia de drone para realizar salvamento em áreas de represa. Atualmente, esse recurso segue sendo aplicado em diversas situações, como no monitoramento de áreas de mananciais, ocupações de risco e em eventos com grande concentração de público.
Além do uso intenso de tecnologia, a secretária revelou em primeira mão que no dia 8 de julho será realizada uma histórica cerimônia de formatura da Academia de Formação em Segurança Urbana da GCM-SP. “Pela primeira vez, nós vamos entregar à cidade de São Paulo um total de 960 homens”, informa Souza, complementando que mais 500 serão formados até o final do ano. “Desses que se formarão agora em julho, 400 serão alocados para reforçar a segurança na região central da cidade.”
Na visão da secretária, é importante esclarecer que o papel da GCM é atuar como uma guarda preventiva, porque é uma polícia judiciária, assim como é relevante divulgar as múltiplas frentes de atuação. Como exemplo ela cita a Inspetoria de Operações Especiais (IOPE), que tem atuação de suporte para a guarda ordinária em diversas situações.
O canil da GCM é outra frente destacada por Souza, com cães treinados para localização de cadáveres, além de cães treinados para ações sociais, como o cão terapeuta, que entre suas atividades está o apoio a pacientes em hospitais. A guarda civil também realiza ações educativas com crianças, como o programa de educação ambiental EDUCAM, ligado à Inspetoria de Defesa Ambiental, e que promove a conservação do meio ambiente.
Um trabalho importante feito nas escolas está a cargo do Grupo de Educação e Prevenção às Drogas (GEPAD) que atua na segunda infância. Já ações junto à primeira infância é feita pelo programa Criança Sob Nossa Guarda, com a utilização de teatro de bonecos para educar sobre respeito e regras de trânsito.
“Tudo isso faz parte de ações de segurança”, finaliza Souza, que acredita que o conceito do que é atuar em segurança precisa ser ampliado para ações como as que ela tem orgulho de divulgar.
Drones são usados para monitoramento de áreas públicas e privadas
A aplicação do drone se estendeu a diversas áreas desde que se popularizou. Uma das primeiras formas de uso desse tipo de equipamento foi a militar na década de 1980. De lá para cá muita coisa mudou, tornando o drone uma ferramenta de captação de imagens em ambientes diversos.

Entretanto, um uso mais similar ao militar continua sendo explorado e modernizado ano após ano. Quando o assunto é segurança, esse equipamento tem demonstrado grandes possibilidades de uso, que vai de monitoramento de área até reconhecimento facial, dependendo da tecnologia nele empregada.

 

Arena Drone, montada na Exposec, trouxe para a feira a oportunidade de expositores mostrarem na prática como funcionam seus equipamentos voltados para a área de segurança.

 

O instrutor de drones Diego Queiroz, da Real Games, responsável pela Arena, afirma que o uso do drone na segurança e vigilância pode ser um trunfo diante das tecnologias que estão à disposição.

 

“O drone pode ser usado muito na questão do monitoramento de áreas como condomínios. Ele pode fazer a ronda desses espaços, por exemplo. A câmera é algo muito importante. O equipamento pode fazer o reconhecimento de pessoas que possam estar escondidas em áreas escuras, como mata. Uma tropa inteira teria dificuldade de fazer algo que o drone faz tranquilamente, dependendo da sua tecnologia. Dependendo da câmera pode, inclusive, fazer reconhecimento facial”, afirma o instrutor.

 

A segurança privada também pode ser feita com esse tipo de equipamento, contanto que foque no monitoramento de áreas comuns para não invadir a privacidade das pessoas que estão dentro da área de cobertura.

 

Vivensis faz parceria com a WEG
A empresa de produtos e serviços eletrônicos Vivensis participa da Exposec pela segunda vez consecutiva. Nesta edição, o foco é a divulgação de sua recente parceria com a WEG para sistemas de geração de energia fotovoltaica, carregamento veicular e sistemas de bombeamento para irrigação. No portfólio, há módulos, inversores, dispositivos de proteção, baterias de lítio, carregadores de veículos elétricos, entre outros. A Vivensis inicia a atuação com foco nos segmentos residencial, comercial e de agronegócio. Outra linha de produtos em exposição na feira é a Vivensis TV Sat, com o pré-lançamento do novo receptor VX15, agora compatível com o sistema digital de TV aberta dos grandes centros. Assim como o VX10, é compatível com o sistema SAT HD regional, banda Ku, banda C e com o satélite SKY B1-43W.

 

IA utilizada no rastreamento de carga contribui para reduzir emissões de carbono

 

A tecnologia de segurança utilizada no rastreamento de veículos será aplicada também para reduzir as emissões de carbono. Este é o projeto que a Maxtrack, empresa especializada em tecnologia para rastreamento de passageiros e cargas, está implementando. O objetivo é neutralizar as emissões de carbono no transporte rodoviário das frotas sob seu monitoramento. A empresa anunciou o projeto durante a Exposec 2023.
A tecnologia de rastreamento da Maxtrack, com uso de recursos de inteligência artificial, será utilizada para mensurar as emissões de CO² das frotas e ainda contribuir para tornar a condução de motoristas mais eficiente e sustentável. Será criado um fluxo de compensação de carbono por meio do plantio de árvores nativas. O projeto tem parceria do Instituto Uaimií, laboratório de experiências para recuperação de áreas degradadas e preservação ambiental.
“Desde o início de nossa operação, estamos atentos à necessidade de cuidado ambiental nas áreas em que atuamos. Trabalhamos por um mundo mais seguro com o uso da tecnologia e, com o projeto de Carbono Zero, também por um mundo mais sustentável”, explica Gustavo Travassos, fundador da Maxtrack.
Com a economia gerada, as transportadoras participantes poderão sequestrar os gases poluentes emitidos durante as operações com o plantio de mudas em áreas de preservação. O cultivo, acompanhamento e transferência das árvores para os locais definitivos de criação serão realizados pelo Instituto Uaimií, garantindo a rastreabilidade dos lotes compensados e a manutenção dos espaços de criação. A meta inicial é atingir uma redução de ao menos 20% das emissões a cada ano.

 

Empresas de segurança podem trocar aparelhos 2G aos poucos, afirma especialista
Muitos equipamentos de segurança seguem funcionando a partir da tecnologia 2G. Porém, com o avanço da rede 5G, muitos empresários da área de segurança podem ficar em dúvida sobre o momento certo de investir em novos dispositivos, que têm o custo muito mais elevado.

 

O diretor geral da Links Field, Thiago Rodrigues foi um dos palestrantes da Exposec. Com o tema “Relevância de Telecom no Planejamento da Sua Empresa”, Rodrigues alertou para a necessidade de um estudo do perfil dos clientes para entender o momento certo em investir em equipamentos com redes mais modernas.

 

“A rede 2G tem atendido bem ainda as empresas de segurança, mas, em algum momento, ela vai acabar. Não sabemos exatamente quando, mas ela já começa a apresentar falhas e lentidão, muito mais percebidas por quem trabalha há mais tempo com esses equipamentos. Quem compra hoje acredita que o serviço atende a necessidade. Então, não dá para saber quando será o fim, mas está caminhando para isso. Por isso, é preciso entender o perfil do cliente e fazer esses investimentos aos poucos”, explica.

 

A ideia, segundo Tiago, é apostar em equipamentos mais tecnológicos conforme a necessidade, como é o caso de clientes que também estão fazendo investimentos de longo prazo. “As empresas podem investir cerca de 10% em novos equipamentos, que, lá na frente, vão funcionar ainda melhor. E deixar os equipamentos 2G para atender outro perfil, aquele com mais chances de cancelar o serviço em um ano, por exemplo”, finaliza.

 

Fonte: saopaulo.papocondominial.com.br/

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